10 ótimas dicas para deixar sua moto sempre de cara nova

Será que é possível deixar sua moto com cara de nova, mesmo depois de muitos anos com ela? Sem dúvidas! Trouxemos 10 ótimas dicas que, se bem praticadas, deixarão sua moto com cara de 0km e — com o perdão do trocadilho — ainda vai ser uma “mão na roda” na hora de evitar gastos com manutenção.

Erros cometidos na pilotagem também são os maiores vilões da sua moto e como sabemos, um bom estado de conservação vai influenciar e muito na revenda, então mesmo que não pretenda ficar com ela por muito tempo, as dicas ainda serão essenciais. Bora conferir!

1- Fique atento a todas as revisões

Partindo do básico: por que você deve fazer a revisão periodicamente? Não importa há quanto tempo sua moto está circulando ou quantos quilômetros ela tenha rodado. Todo veículo tem um desgaste natural das peças, que ocorre em função do tempo de uso e das condições de manutenção.

Siga atentamente o Manual do Proprietário e faça as revisões sempre na quilometragem recomendada pelo fabricante. Isso é indispensável para manter o bom estado da moto. A revisão de 1.000 km é muito importante se deseja sua moto em boas condições por mais tempo. Nas revisões seguintes, folga das válvulas, condições de linha de combustível, bombas e velas são conferidas e reguladas. Além disso, são realizadas averiguações em alguns itens, como suspensões e freios.

2- De olho no óleo

O lubrificante é fundamental para o funcionamento e durabilidade do motor. A função que ele exerce é a de reduzir o atrito entre as partes móveis do motor e o câmbio. Por esse motivo, sua troca deve ser realizada em intervalos indicados pelo fabricante, porém é muito comum as pessoas se esquecerem de verificar o nível (e completar caso necessário). O fabricante recomenda a verificação do nível do óleo toda vez que for rodar com a moto.

3- Mão boba na embreagem

Um segredo que é pouco falado é: quanto menos você usar a embreagem, mais ela irá durar. E com isso eu quero dizer ‘acionada’. Quando parar no semáforo, coloque o câmbio em ponto morto. Permanecer com a mão segurando a alavanca de embreagem só se justifica apenas se você souber que o sinal está prestes a se abrir novamente.

E quer ver uma coisa que realmente acaba com a embreagem? É o péssimo hábito de utilizá-la para dar a famosa “queimada” para fazer a rotação do motor subir levemente, o que é até necessário em alguns casos como sair em uma rampa íngreme ou passar por um obstáculo de maneira mais suave, evitando trancos na transmissão. No entanto. O ideal mesmo é usar a embreagem o mínimo possível e aprender a dosar o acelerador de forma correta.

4- Vamos discutir a relação

Não adianta fugir, discutir a relação é importante. Trocadilhos à parte, a relação final (conjunto de corrente, coroa e pinhão) também exige atenção. A corrente deve estar sempre regulada, não podendo estar muito esticada ou folgada, para evitar o risco de travamento de roda ou o rompimento dos elos.

A verificação e lubrificação devem ser feitas a cada 1.000 km ou sempre que a moto rodar na chuva ou em estradas de terra.

5- Trabalhando sob pressão

Calibrar a pressão dos pneus é um hábito fundamental para manter a moto em boas condições. Eles precisam estar sempre na pressão que é recomendada pelo fabricante no Manual do Proprietário (ou num adesivo na balança traseira).

Andar com o pneu sem pressão e murcho faz com que o motor precise utilizar mais força e aumenta o consumo de combustível. Mas não exagere: pneu muito cheio pode comprometer a suspensão e o conforto.

Além disso, outro problema que pode ser ocasionado com pressão abaixo do indicado diz respeito às rodas, que ficam mais vulneráveis a amassador ou, pior, quebras. Em pneus sem câmara a roda tem um papel indispensável, pois, se entortar e/ou amassar, facilitará a perda do ar. Então sempre antes de sair, dê uma boa olhada nos pneus e respeite a calibragem recomendada.

6- Comandos e cabos

Muitos motociclistas sequer possuem conhecimento sobre a necessidade de lubrificar os cabos do acelerador e da embreagem. A cada 12.000 km é indispensável verificar as condições desses componentes.

Caso o acionamento dos manetes esteja difícil é bom ficar atento, pois isso pode significar uma falta de lubrificação ou a folga estar errada. Com isso, existe o risco do cabo se romper. A mesma atenção deve ser dada aos pedais de freio e do câmbio, que devem ser verificados e regulados periodicamente.

7- O amortecedor não é imortal

Infelizmente nosso amigo amortecedor não dura para sempre — como tudo nessa vida — e ele precisa de atenção tanto quanto os demais itens dessa lista.

E não vem ao caso se você anda devagar ou rápido, se as ruas são boas ou má pavimentadas. Uma hora ou outra, será preciso trocar o amortecedor. Ou trocá-los, no caso de motos com um par de amortecedores na traseira.

Como o próprio nome diz, a função deles é amortecer: quando ficam velhos e perdem tal capacidade, causam em casos extremos trincar e até rupturas no chassi da moto — algo que você não quer, né. Na suspensão dianteira é necessário substituir o óleo, assim como nas molas internas.

Quando? A maneira mais simples de verificar se a frente de sua moto está “cansada” é em frenagens mais fortes, pois nesta situação não deve nunca ocorrer o perigoso “fim de curso”, ou seja, a suspensão perder a função, pois chegou ao batente inferior.

8- A pressa é inimiga da conservação

Alguns apressadinhos rodam com a moto em rotação máxima, com o acelerador totalmente aberto, força o motor e isso faz com que sua vida útil seja reduzida. Vale lembrar que motos com baixa cilindrada devem ser usadas de acordo com a sua potência.

Forçar o motor por longos períodos ocasiona desgaste de peças internas. Por esse motivo é preciso respeitar a limitação de giro, principalmente nas motos de baixa cilindrada.

9- O barato sai caro

Você desliga a moto na descida para economizar combustível? Pois saiba que está causando mais prejuízo do que pensa. O motor pode até parar de funcionar, mas a transmissão, não. As engrenagens internas do câmbio continuam trabalhando, acionadas pela corrente, e a lubrificação interna nessas condições não conta com a necessária (em alguns modelos) pressão da bomba de óleo, pois… o motor está desligado.

Como se não fosse o suficiente, existe outro problema nessa falta de amor com a moto: deixar a moto deslizar estrada abaixo com a embreagem acionada e o motor em marcha-lenta. Nesse caso a bomba de óleo funciona, mas com pressão mínima, o que dá quase na mesma do que se o motor estivesse apagado 100%. E, além disso, neste caso, a embreagem acionada por longo período prejudica, como visto lá no alto, partes do sistema, principalmente a bucha da campana (em motos que a possuem).

10- Cuidados na hora de abastecer sua moto

Não há como saber de forma fácil se o combustível que está comprando é de boa ou má qualidade e a única solução que resta é a confiança. Postos com preços muito abaixo da média podem fornecer gasolina “batizada”.

Com combustível “batizado” sua moto acelera mais… Acelera mais o desgaste das peças internas e aumenta o consumo. Peça ao frentista — vulgo camarada — para abastecer até a marca limite, indicada no bocal, e assim não correr o risco de derramar combustível no tanque. Problema que é evitado no novo design dos tanques das novas motos Honda.

Se acontecer, lave imediatamente com bastante água e sabão.

Na dúvida, conte um mecânico de confiança

Você não é obrigado a saber tudo e no caso de ficar alguma dúvida sobre os cuidados com a sua moto, não hesite em contar com um mecânico. O indicado é que procure — no caso das motos Honda, por exemplo — uma concessionária autorizada, que conte com uma equipe de profissionais confiáveis para fazer o trabalho de assistência e manutenção.

Quer entender mais sobre como funciona a manutenção da sua moto? Então confira também nosso post com 7 dicas indispensáveis na manutenção de moto.

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