43 anos de história: a evolução da CG

Quem vê uma linda Honda CG 0km em uma concessionária não imagina que por trás dessa beleza toda existem quase 43 anos de história. Sim, nossa querida Honda CG nasceu em 1976 e, a partir daí, não parou de evoluir.

Se tiver alguma dúvida sobre sua fama, saiba que desde o seu lançamento até os dias de hoje já foram vendidas mais de 7 milhões de unidades — é mais moto do que o Rio de Janeiro tem de habitantes! Impressionado? Pois saiba que estou me referindo apenas à primeira da família, a memorável Honda CG 125.

Da CG 125 foi que surgiram outras versões de CG, mas para não ficarmos perdidos na estrada, vou contar desde o começo como cada evolução — que também revolucionou o mercado das motocicletas no Brasil — aconteceu. Bora para o texto!

A geração “bolinha” (1976-1982)

A primeira Honda CG 125 era arredondada e por isso ganhou o apelido de “bolinha”. Além dos seus lindos cromados, tinha também um motor monocilíndrico quatro tempos de 11cv. Segundo a Honda, nossa querida bolinha era capaz de fazer até 57km/l.

Já teve o rei Pelé como garoto-propaganda e em 1981 fez história ao receber a versão a álcool, sendo a primeira motocicleta do mundo a utilizar esse combustível. Além da mudança de combustível, ela também recebeu um câmbio de cinco marchas (todas para baixo).

CG 125 “Bolinha”

A geração Ecco e Cargo (1983-1988)

Agora a CG passa a ter linhas retas e fica mais encorpada. Algumas peças passam a ser pintadas e não mais cromadas. A balança traseira agora é mais longa, seu guidom ficou mais alto, seus pneus maiores e com um tanque de 12 litros.

O sistema elétrico passa de 6 para 12 volts e o carburador recebe o sistema Ecco — que melhorou seu fluxo para evitar falhas nas acelerações mais rápidas.

Em 1985 veio o câmbio de cinco marchas com a primeira para cima. Já em 1988, nasce a primeira Cargo, uma versão destinada a frotistas. O assento nesse caso era somente para o piloto, bagageiro grande, quadro e roda traseira reforçada e balança alongada em 8 cm.

CG 125 1983

Geração Today (1989-1994)

Chegamos então à CG 125 Today. Essa linha traz amortecedores traseiros reguláveis, ignição eletrônica para dar adeus ao platinado, balança traseira 3,5cm mais comprida, painel e banco diferentes e quadro reforçado. Em 1991, recebeu 69 alterações no motor e 74 no chassi, deixando seu desempenho ainda mais incrível e a resistência do conjunto ainda melhor.

Surge a amada Titan (1995-1999)

Surge então a CG 125 Titan, aquele sobrenome que seria tão querido que não seria mais abandonado. Seu desenho havia sido todo reformulado e cerca de 90 alterações técnicas. Com qualidade reconhecida, a moto foi exportada para Portugal, França e Inglaterra.

CG 150 Titan 1994

Novas versões da Titan (2000-2003)

As Titan sofrem novas alterações de estilo — banco mais largo e com duas seções, guidom mais alto e farol redondo, entre outras. Passa a ser vendida nas versões KS (partida por pedal e freio a tambor), ES (partida elétrica e freio à disco).

Depois, viria a KSE (pedal e elétrica e freio a tambor). É desta geração a séria especial dourada criada para comemorar a produção de 5 milhões de unidades.

CG 150 especial 5 milhões

Surgimento da CG 125 Fan e CG Special Edition (2004-2009)

Agora o nome é CG 150 Titan. Como o nome já diz, ela ganhou motor de 150cm³ e 14,2cv, versão ESD (partida elétrica e freio a disco) e chave especial. Também são lançadas a CG 150 Job, uma evolução da Cargo, a CG 125 Fan, versão mais barata com o antigo motor, e CG 150 Sport, com um motor um pouquinho mais forte *15,3 cv), pintura bicolor, acabamento caprichado, rodas de liga leve pretas, pintura bicolor e tanque para 14 litros.

CG 150 special edition

Em 2006, veio outra CG, a Special Edition. Possuía uma cor laranja, grafismos com faixas pretas e douradas e emblema com a inscrição “Brazil 1971-2006 35th Special Edition” na rabeta. Apenas 6 mil unidades foram produzidas.oi

A primeira moto biocombustível do mundo (2009-2013)

A CG 150 Titan ganha injeção eletrônica, tanque maior (16,1 litros contra 14 anteriores) e novo chassi. A 125 Fan também passa por melhorias. Surge a versão 150 Titan Mix, primeira
moto bicombustível do mundo — podia usar álcool ou gasolina em qualquer proporção. Deu tão certo que até hoje a CG é flex. E veio o visual com uma grande moldura de farol e piscas embutidos, que lhe valeu o apelido de “diabinha”. Em 2010, a Fan vira 150, também flex.

CG 150 Titan Mix

Estilosa (2013-2016)

A CG volta a ficar bonita com desenho muito elegante. A linha passa a ser composta pelas
versões 125 Fan, 150 Fan e 150 Titan. Em 2014 é lançada a versão BR, que tinha pintura
nas cores da bandeira brasileira (mas não agradou todo mundo) e veio o pretexto de comemorar 10 milhões de unidades vendidas e ao mesmo tempo “torcer” pela seleção de futebol na Copa do
Mundo (sim, a do 7 a 1…). Em 2015, a Titan ganha freios combinados CBS.

CG 150 Flex 2014

Do jeitinho que você conhece (2016)

Surge então o motor com 160cm³ e 15,1cv. O visual agora carrega as linhas básicas bem-sucedidas da geração anterior. A Honda CG Start ganha o mesmo motor de 160cm³ e a Cargo passa a ter opções de 125cm³ e 160cm³. É lançada a série comemorativa dos 40 anos, com visual inspirado nos modelos de competição da marca.

CG 160 edição especial 2016

Adeus, CG 125 (2019)

Com a nova regra que exige CBS ou ABS nas motos novas desde o início de 2019, a montadora decidiu não investir no sistema para a 125. Assim, ela não poderia mais ser fabricada.

Outro motivo apontado pela Honda para o fim da CG 125 foi a mudança de comportamento do público brasileiro, que está mais interessado em segmentos como o de scooters. A marca acaba de lançar o Elite 125 no Brasil e renovou o PCX 150, para reforçar a presença nesse setor.

A CG 125 não estará mais conosco no futuro, mas seu legado ainda mexe com o coração de muita gente. E graças a ela, hoje temos diversas versões das quais podemos usufruir. Tem alguma história interessante com uma CG 125? Compartilhe conosco nos comentários. E se gostou desse post, pode conferir também um pouco mais sobre a CG Fan 160, a moto líder em vendas.

 

4 comentários

  1. Minha primeira moto foi um cg today 1989. Infelizmente perdi ela em um acidente onde o carro cruzou minha preferencial. Hoje tenho uma titan 150 2006, ela é bem melhor claro! Mas uma coisa é verdade: A primeira a gente nunca esquece!

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