Saiba tudo sobre correntes de moto

As correntes de moto são responsáveis por transmitir a energia do motor para a roda de tração. E é também o único ponto de conexão entre a caixa de câmbio e o cubo da roda traseira, através de um conjunto de transmissão secundária.

Por esse motivo, já podemos entender que se trata de uma peça fundamental para o funcionamento da motocicleta e, por isso, é indispensável que permaneça sempre em perfeito estado de conservação.

A corrente é um item muito exposto, já que fica sujeita a detritos externos como areia, terra e diversos detritos que acabam grudando e contribuindo para que a corrosão aconteça. Não apenas isso, mas esses detritos também removem a lubrificação e deixa a corrente úmida.

Outros perigos que podem remover a proteção da peça são as chuvas, água em excesso, alagamentos e etc. Sem uma manutenção preventiva e periódica na corrente, você ficará sujeito à uma quebra ou travamento, que pode ocasionar um acidente e causar danos ao conjunto de transmissão secundária.

Quer saber como cuidar da corrente da sua moto e assim evitar que esses problemas venham a acontecer com você? Então fique comigo e leia nossa matéria a seguir.

Correntes de moto e a transmissão secundária

Já que a corrente, como dissemos anteriormente, é o ponto de conexão entre a caixa de câmbio e a roda traseira e responsável por transferir toda a energia do motor, transformando-a em tração, é preciso que ela seja capaz de suportar o impacto de toda essa força, além da energia cinética provocado pelo movimento da roda.

Se a corrente transferir a energia de maneira errada, poderá ocasionar em um esforço excessivo nos componentes fazendo com que aconteça uma perda de potência ou quebra da coroa e do pinhão. Por isso, verifique sempre se a corrente está bem conectada às engrenagens.

E lembrando, um travamento em um dos elos, um rompimento ou mesmo se a corrente escapar de uma engrenagem, você poderá sofrer um acidente devido a falta de tração ou travamento súbito da roda.

Lubrificando a corrente

Algumas situações exigem que a manutenção deva ser realizada logo após a utilização da moto: água em excesso, areia de praia e barro. Para quem utiliza a moto apenas no asfalto, costuma cumprir com a recomendação de verificar em que estado de lubrificação a corrente se encontra a cada mil quilômetros rodados. Veja a seguir como lubrificar passo a passo.

1- Lave a corrente

Primeiro coloque a moto em um cavalete para que a roda traseira esteja totalmente suspensa. O próximo passo é ligar a moto e colocar a primeira marcha. Se possível, peça a ajuda de alguém.

Com a roda traseira suspensa, lave por completo — por completo mesmo, cada um dos 4 cantos — a corrente com o antiferrugem. Lave por mais um minuto e logo após desligue a moto para que escorra por cerca de cinco minutos.

2- Colocando o óleo

Chegou a hora então de adicionar o óleo. Você conseguirá obter um resultado mais eficiente se fizer o processo com o pneu girando. Aplique umas duas ou três tampinhas com óleo, soltando lentamente de modo que se forme um fio bem fino de óleo até que a tampa esvazie. E então, desligue o motor.

Agora chegou a hora de deixar o resto com a gravidade. Perceba que, após essa etapa, o óleo mais fino do antiferrugem começará a descer. Isso acontece pois ele está sendo substituído pelo óleo mais grosso.

Mantenha a moto no cavalete por aproximadamente umas 3 a 5 horas, pois isso vai ajudar a terminar de escorrer o restante do óleo e fazer com que a quantidade correta de lubrificante fique em toda a extensão da corrente.

E para saber qual tipo específico de óleo deve ser usado, confira o manual do proprietário que veio junto à sua motocicleta.

Regulando a tensão da corrente

Essa etapa, que é mais conhecida como “esticar a corrente” entre os motociclistas, deve ser o primeiro item abordado para conservar todo o conjunto de transmissão secundaria (Pinhão, Corrente e Coroa).

A folga deve ser sempre a especificada pelo fabricante de cada motocicleta. Como você já sabe, cada tipo de moto tem sua folga característica, por exemplo, temos as “off-road” que possuem uma folga maior que as motos “esportivas”.

A folga da corrente deve estar devidamente controla sempre, além de ser essencial para a conservação do conjunto de transmissão, é responsável também pela eficiência na transferência da força motriz para a roda.

A inspeção da tensão (ou “esticar as correntes”) da folga da corrente deve ser realizada com a maior frequência possível, dizem as fabricantes e os mecânicos que o ideal seja algo por volta de cada 250 a 350 km, dependendo do tipo de moto.

Analisando o estado da corrente

Um dos pontos mais importantes é o de aprender como deve ser feita a análise de necessidade de lubrificação com um exame da corrente, que deve ser visual e através do tato.

Antes de tudo, no exame visual você deve conferir se a corrente apresenta um aspecto “úmido” e brilhante, não podendo estar sem brilho e opaca. No teste que fizer com o tato, inicialmente deve-se sentir e confirmar se a corrente esta mesmo úmida, não devendo estar ressecada.

Para finalizar, verifique se a corrente pode se movimentar livremente para cima e para baixo e não estar travada. Os conjuntos de elos e laterais devem se mover normalmente, a seguir verifique também se os elos estão girante facilmente nos seus eixos.

Conclusão

Agora você sabe como tomar os devidos cuidados com a corrente da sua moto e também entende sua importância para o funcionamento da mesma.

Gostou dessas dicas? Confira também quais são os tipos e quando você deve trocar o óleo da sua moto.

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